BRUNO PERNADAS

Palco: Castelo Map
29 Junho, 23:00

Há dois anos, quando Bruno Pernadas lançou de uma assentada dois novos álbuns, “"Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them” (também conhecido, mais simplesmente, por “Crocodiles”) e "Worst Summer Ever" – que sucederam ao seu disco de estreia “How can we be joyful in a world full of knowledge” (2014) -, o músico e compositor português foi desafiado por Miguel Branco, jornalista do Observador, a seleccionar “os cinco discos da sua vida”. Uma escolha que recaiu sobre “cinco de entre quinhentos” e cuja resposta final foi: Tom Waits - “Franks Wild Years” (1987); Pixies - “Doolittle” (1989); Wes Montgomery - “The Incredible Jazz Guitar of Wes Montgomery” (1960), Paul Simon - “Still Crazy After All These Years” (1975); e Les Baxter: “Jewels of The Sea” (1961).
Mas o amplo mundo sonoro de que é feita a música de Bruno Pernadas não se consegue fechar – nem nós nem ele - nesta pequena lista. Porque ao crooning selvagem, ao rock denso e inteligente, ao bebop-blues, à folk (depois tão arraçada de músicas do mundo) e à exotica destes se podem juntar facilmente – segundo definições recolhidas em várias publicações - rock psicadélico e lounge oriental, tropicalismo e bossa, free-jazz e space age pop, chicha e rumba, prog e afrobeat, electrónica low-fi e krautrock, freak-folk e mais uma infinidade de géneros – por vezes contidos em samples discretos - mais dificilmente identificáveis. Isto é, a música de Bruno Pernadas é a delirante ilustração sonora de uma enciclopédia imensa que, quando ouvida em disco ou em palco, vale sempre muito mais do que a soma de todas as suas entradas.
Nascido em Lisboa, em 1982, Bruno Pernadas é licenciado em Música pelo Departamento de Jazz da Escola Superior de Música de Lisboa. Guitarrista e compositor, passou também pela Escola do Hot Club de Portugal e frequentou inúmeros workshops com alguns nomes bem conhecidos deste género – que são tantos géneros! - musical, mas nunca se deixou fechar numa gavetinha qualquer. Amante de vários géneros musicais, desde sempre que nas suas composições para peças de teatro, filmes, coreografias para bailado ou nos seus projectos musicais – primeiro com o grupo Julie & The Carjackers (com os quais editou os álbuns “Picture” (2010) e “Parasol” (2011) e depois a solo, nos seus três álbuns já referidos -, Bruno Pernadas reclama para si uma liberdade estilística absoluta. E, para além dos seus trabalhos mais pessoais, costuma participar também como guitarrista nos Real Combo Lisbonense – o grupo liderado por João Paulo Feliciano, igualmente responsável pela Pataca Discos, editora que lança os discos de Bruno Pernadas –, de Minta & The Brook Trout, Walter Benjamin e Tape Junk.
E, com ele, muitas vezes estão também outros músicos destas e de outras bandas irmãs nesse caminho onde a criação pode ser encarada como um imenso espaço de liberdade: Francisca Cortesão (Minta), Afonso Cabral (You Can’t Win Charlie Brown), João Correia (Tape Junk, Julie & The Carjackers) ou Margarida Campelo (Julie & The Carjackers, Real Combo Lisbonense, Minta & The Brook Trout). Todos juntos para dar vida um “cadáver esquisito” em que muitos mundos diferentes colidem para, desse caos aparente, nascer uma nova obra. E um novo ser (musical).









Organização

Parceiros Media


Parceiros