DJ BURUNTUMA

Palco: Matriz Map
28 Junho, 02:30

Se alguém – visitante deste site e/ou do nosso festival -, ao ler o nome da Guiné-Bissau, se sentiu atraído a ler este texto por andar à procura de informação sobre géneros mais tradicionais deste país - gumbé, kussundé, tina, tinga, etc. – ou sobre alguns dos seus músicos e cantores mais representativos - José Carlos Schwarz, Cobiana Djazz, Super Mama Djombo, N’Kassa Cobra ou Super Camarimba, Issabary aos mais recentes Juca Delgado (o primeiro produtor de Eneida Marta), Manecas Costa, Remna Schwarz, Karyna Gomes, Guto Pires, Braima Galissá, Maio Coopé (Djumbai Djazz), Kimi Djabaté, etc – aconselha-se que visite a página dedicada à enorme cantora Eneida Marta (que também actua este ano no nosso festival), onde poderá ter uma ideia mais aproximada do que é a música guineense do passado e do presente. Mas também o/a aconselhamos a ler esta página até ao fim para ficar a saber de um outro nome, o do DJ Buruntuma, que leva o passado e o presente para um futuro imaginário mas que já existe nele e na sua mesa de mistura.

Buruntuma é o nome de uma aldeia situada na região de Gabú, no nordeste da Guiné-Bissau. Encontra-se na fronteira com a República da Guiné (ou Guiné-Conacri) e foi o placo do tristemente célebre Massacre de Buruntuma, em 1970, durante a guerra que opôs o PAIGC de Amílcar Cabral – que lutava pela independência da Guiné e de Cabo Verde – contra o estado português e colonial. Mas agora, por motivos bem melhores e felizes, é também o nome de um dos DJs que, nos circuitos das chamadas músicas do mundo, mais bem sabe fazer a ponte entre as tradições e (muitas) modernidades. É ele DJ Buruntuma, luso-guineense que desta vez se estreia no Festival Med depois de já ter pisado palcos, festivais e pistas de dança de enorme prestígio (com a sua participação na WOMEX do ano passado à cabeça). Já bem conhecido do circuito da nova música africana para dançar da Grande Lisboa – embora vivendo agora em Coimbra -, Buruntuma mistura electro com afro-house, latin-house, muitas músicas tradicionais do seu país (é frequente ele misturar os seus beats com riffs de guitarra dos Super Mama Djombo, djembés, balafons, koras e cantos tradicionais da Guiné) mas onde também se podem ouvir blues do Mali, mbalax do Senegal, cantos rituais da Baía ou flautas andinas! Uma sessão de DJ Buruntuma é uma enorme viagem musical em que a dança é sempre (agradavelmente) inevitável.










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