RUBEN MONTEIRO

Palco: Castelo Map
28 Junho, 21:00

Bastante bem conhecido de muitos de nós como o líder de bandas folk – embora uma folk muitas vezes com laivos de música medieval, árabe, turca, grega, judio-sefardita (e de outras músicas da Bacia do Mediterrâneo, o mesmo mar que serviu de inspiração primeira para o nome do nosso festival) e ainda de rock progressivo e vários sub-géneros do heavy metal -, Rúben Monteiro vem mostrar-se nesta edição do Med com o seu novo projecto a solo. Mas, apesar de ser neste género que tem sido mais reconhecido, não foi na folk que Rúben começou a sua carreira musical. Foi no grupo de metal Alluminia, onde se manteve durante cerca de dez anos, compondo e tocando guitarra eléctrica. Com esta banda editou os EPs “After Hate” (2003) e “Shaky Existence” (2005), um split-EP com os In Pectus (“Dangerous Loudness”, 2006) e o álbum “P.O.S.T.” (2007).
Mas, tal como aconteceu a outros músicos de bandas de metal – como Vasco Ribeiro Casais, que este ano também actua no Med com Omiri, ou Hugo Osga (com quem Rúben tocou no Mú), só para citar mais dois exemplos -, também Rúben se apaixonou por outras sonoridades que não apenas o rock nas suas vertentes mais pesadas. O seu projecto seguinte, Rainforest (que ainda existe), levou-o de volta aos seu instrumento-primeiro, a guitarra acústica, à música tribal, à fusão e à world music. Com esse projecto, em que se apresentava e apresenta também em solo absoluto, publicou o EP “Inner” em 2008, ao qual se seguiu, em 2014, "Gawtsha". E, dos Rainforest a um projecto de música medieval de nome Midgard foi um pulinho. Actuando preferencialmente em feiras temáticas, os Midgard editariam um único EP, “Folk Medicin”, e lançaria as bases do projecto seguinte: os Albaluna.
Tocando já temas originais e não versões, os Albaluna rapidamente se impuseram junto de um público mais especializado e apreciador de uma música que tanto deve à tradição como à modernidade e onde nomes como Jordi Savall, Hedningarna, L’Ham de Foc, Gaiteiros de Lisboa, Dead Can Dance, Corvus Corax, Finntroll, Tool, Dream Theater e Metalicca podem conviver livremente. Com os Albaluna, Rúben Monteiro editou até agora os álbuns "D'antes" (2011), "Marca Antiga" (2012), "Alvorada da Lua" (2014), "Nau dos Corvos" (2016) e "Nau dos Corvos - (Anniversary Edition) Lado B" (2017). E, sempre activo e a inventar novas ideias, criou ainda mais dois projectos paralelos, que também ainda hoje mantém: os Dhuka (rock progressivo) e Dorahoag (música mediterrânea). Com o primeiro lançou o disco "The Sunset and The Slave", em 2015, e, com o segundo, "Esperanto" (2013) e "Silk Road" (2015).
Paralelamente, Rúben Monteiro – que é licenciado em História/Arqueologia – desenvolveu uma enorme curiosidade por instrumentos antigos oriundos das culturas que enformam (e ajudam a formar) a sua música, aprendendo a tocá-los e usando-os em vários dos seus projectos. Desde a sanfona medieval que é transversal a vários países europeus – de Portugal à Alemanha, das ilhas britânicas à Galiza, França ou Itália – ao bouzouki (comum à Grécia e… à Irlanda), ao rubab do Afeganistão, ao oud (este, por sua vez, transversal a todo o mundo árabe e aparentado e de que trata outro texto deste site, aquele que é dedicado a Dhafer Yousssef) e a cinco tipos de saz (o mesmo instrumento que veremos nos Baba Zula): o tambur, o kiza baglama, o uzun baglama, o cura e o lavta, todos da Turquia. São estes instrumentos, e as mãos de Rúben Monteiro, os protagonistas do seu concerto. Conhecendo o seu trabalho, nós sabemos que é o suficiente para antecipar mais um grande espectáculo seu. Venha ele.










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