TRIBALI

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30 Junho, 01:30

Depois de terem actuado na festa de apresentação do Festival Med de Loulé o ano passado, o mais internacional dos grupos musicais da ilha de Malta vem agora actuar no próprio Festival. São os Tribali e deles pode já começar por se dizer que são um dos melhores exemplos de que não importa o lugar de onde os músicos são originários para se querer, poder e conseguir fazer uma música aberta, livre, misteriosamente global… E apesar de serem originários da República de Malta, aquela pequena ilha cravada ali mesmo no meio do Mediterrâneo que se tornou independente do Reino Unido em 1964 (e onde as línguas oficiais são o maltês, próximo do italiano e do dialecto siciliano, e o inglês), a música dos Tribali viaja por variadíssimos lugares do mundo, épocas, etnias, sonoridades, línguas e instrumentos.
Tirando o seu nome da palavra maltesa (e italiana) que significa “tribal”, os Tribali - talvez, também, porque vivem na intersecção insular de três continentes (Europa, África e, embora de si mais distantes, Ásia) -, os Tribali saltam facilmente de Malta para as músicas da Índia e dos países árabes, de África e dos aborígenes australianos, de Trinidad & Tobago e da Tailândia, do Rio de Janeiro e de mil outros lugares. E, algures, todas elas se cruzam com o rock, o psicadelismo, as electrónicas, o reggae, o ska, o trance ou os blues. Instrumentalmente, a banda que tem Eliza nas vozes e Peter Paul, Antoine, Nik, Andrew e Liam em tudo o resto junta guitarras e baixo eléctrico, sintetizadores e bateria à sitar e ao didgeridoo, ao hang-drum e ao djembé, ao morchunga (berimbau de boca) e a outros instrumentos pouco habituais. Por vezes soam a uma jam – só para dar exemplos portugueses bem conhecidos – entre os Blasted Mechanism, Terrakota e Olive Tree Dance e, de outras, a algo ainda mais estranho e surpreendente, entre o transe (dos corpos que dançam) e o encantamento (da alma que sente).
Formados em 2004, os Tribali andam desde essa altura a tomar o mundo de assalto, tendo passado pelos mais importantes festivais de world music (e de rock e electrónicas) e editado os álbuns de originais “Tribali” (2006), “Elephants of Lanka” (2009), “The Traveller” (2012) e o novíssimo "Rabà" (editado em Maio de 2018), para além da colectânea “Festa” (2012). Uma palavra, festa (bis), que resume na perfeição o som dos Tribali.









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